sábado, 1 de outubro de 2016

Homotheose nórdica

Freyr e Surtr, de Lorenz Frølich (1895)

As sagas no idioma nórdico antigo não incluem histórias de relacionamentos gays ou lésbicos, nem referência direta a personagens LGBT, mas elas contêm várias instâncias de vingança decretada por homens acusados de serem parceiros passivos numa relação sexual, o que era considerado comportamento "não viril" e, portanto, uma ameaça à reputação como líder ou guerreiro.

Apesar disso, tem sido sugerido que Freyr, um Deus fálico da fertilidade e da virilidade (dito ser o que "concede paz e prazer sobre os mortais"), pode ter sido adorado por um grupo de sacerdotes homossexuais ou efeminados, como sugerido por Saxo Grammaticus em sua Gesta Danorum. Odin é mencionado como um praticante de seiðr, uma forma de magia considerada vergonhosa para os homens realizarem, de forma que era reservada para as mulheres. É possível que a prática de seiðr envolvesse ritos sexuais passivos, e Odin, o rei dos Deuses nórdicos, fora insultado por isso.

Além disso, alguns dos Deuses nórdicos são capazes de mudar de sexo à vontade, a exemplo de Loki, o Deus trapaceiro, que frequentemente se disfarça de mulher. Em um mito, ele transformou-se em uma égua e, depois de ter feito sexo com o garanhão Svaðilfari, ele deu à luz um potro que cresceria e se tornaria Sleipnir, o corcel de oito patas de Odin. Comparar um homem com uma mulher grávida era um insulto comum na Escandinávia, e a implicação de que Loki pode ser bissexual poderia ter sido considerada um insulto.

Em breve trarei mais detalhes sobre Odin e a magia seiðr (especialmente em suas implicações como magia sexual), sobre a transexualidade de Loki e sobre Freyr como Deus fálico da virilidade.

Fonte

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